MEMBROS: 1015

Subsídio de História Eclesiástica

Título: O Poder e o Ministério da Oração

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

"Charles C. Finney foi um dos principais evangelistas da América do Norte. Nasceu em 1792, num lar sem qualquer influência
evangélica. A princípio, tornou-se professor de escola primária e, mais tarde, aprendiz num escritório de advocacia no Estado de
Nova Iorque. Enquanto estudava para prestar exames na faculdade de Direito, descobriu que a Bíblia era o alicerce das leis norteamericanas.
[...] Com idade de vinte e nove anos, Finney rendeu sua vida a Cristo e abandonou seus planos de se tornar advogado
para pregar o Evangelho, imediatamente, o reavivamento acompanhou a prédica de Finney. Pessoas eram arrebanhadas para o
Reino de Deus em reavivamento após reavivamento.
A oração era o principal ingrediente no sucesso de Finney. Tudo quanto fazia era precedido pela oração.
A clássica obra de autoria de Finney, Lectures on Revivais of Religion [Palestras sobre Reavivamento da Religião], [...]. Do
capítulo 'The Spirit of Prayer', temos este impressionante trecho:
'Oh, quem nos dera uma igreja que orasse! Certa feita, conheci um ministro que teve um reavivamento por catorze anos
seguidos. Não sabia como explicar a razão disso, até que presenciei um de seus membros se levantar numa reunião de oração e
fazer uma confissão, 'irmãos', disse ele. 'Há muito que tenho o hábito de orar todos os sábados à noite até depois da meia-noite, pela
descida do Espírito Santo entre nós. E agora, irmãos' — e ele começou a chorar — 'confesso que tenho negligenciado isso por duas
ou três semanas...'. Aquele ministro tinha uma igreja dedicada a oração" (Finney, Lectures on Revivais, pp.99,100). (BRANDT, R.
L.; BICKET, Z. J. Teologia Bíblica da Oração. 4.ed. RJ: CPAD, 2007, pp.459-61).
"Contudo, Finney também acreditava na reforma social, em que indivíduos convertidos fariam uma grande diferença na cultura
como um todo. Quando as pessoas vêm para Cristo não podem simplesmente aquecer-se em sua salvação recém-encontrada. Elas
precisam investir sua energia na transformação da cultura, fazendo cessar as coisas que violam os princípios bíblicos. Foi
exatamente neste ponto que a segunda carreira de Finney teve uma influência impressionante. Ele envolveu-se fortemente nos
movimentos antiescravagista, de direitos da mulher e de abstinência (de alcoolismo). Donald Dayton escreve:
O próprio Finney fez conversões fundamentais e nunca quis substituir o avivamento pela reforma, mas ele fez as reformas com
um 'complemento' ao avivamento. Por exemplo, ao discutir a questão do escravagismo, o evangelista desejava fazer da 'abolição
um complemento, exatamente como, em Rochester, fez a abstinência um complemento ao avivamento'. Com esta conexão, Finney
preservou a centralidade dos avivamentos, ao mesmo tempo em que promovia as reformas e impelia seus convertidos a
assumirem novas posições sobre questões sociais".
(GARLOW, J. L. Deus e seu Povo. A História da igreja como Reino de Deus. 1.ed. RJ: CPAD, 2007, pp.212-13).

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