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Exercício

Título: O Poder e o Ministério da Oração


1. Onde aconteceu a primeira reunião de oração da Igreja Primitiva?
R. No cenáculo.

2. Qual foi o resultado do derramamento do Espírito Santo?
R. A conversão de várias pessoas e a multiplicação dos milagres (At 2.40-43).

3. Cite três exemplos de líderes que oravam a Deus.
R. Paulo e Barnabé (At 14.23); Pedro e João (At 3.1; 8.14-17); Os doze (At 6.2,4).

4. O que Paulo nos assevera, nos versículos 5 a 9 do primeiro capítulo de Tito?
R. A verdadeira igreja de Cristo não subsiste sem obreiros irrepreensíveis em todas as áreas da vida, em particular, a oração.

5. Qual a exortação de Paulo aos crentes de Tessalônica?
R. Orar sem cessar.

Subsídio de História Eclesiástica

Título: O Poder e o Ministério da Oração

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

"Charles C. Finney foi um dos principais evangelistas da América do Norte. Nasceu em 1792, num lar sem qualquer influência
evangélica. A princípio, tornou-se professor de escola primária e, mais tarde, aprendiz num escritório de advocacia no Estado de
Nova Iorque. Enquanto estudava para prestar exames na faculdade de Direito, descobriu que a Bíblia era o alicerce das leis norteamericanas.
[...] Com idade de vinte e nove anos, Finney rendeu sua vida a Cristo e abandonou seus planos de se tornar advogado
para pregar o Evangelho, imediatamente, o reavivamento acompanhou a prédica de Finney. Pessoas eram arrebanhadas para o
Reino de Deus em reavivamento após reavivamento.
A oração era o principal ingrediente no sucesso de Finney. Tudo quanto fazia era precedido pela oração.
A clássica obra de autoria de Finney, Lectures on Revivais of Religion [Palestras sobre Reavivamento da Religião], [...]. Do
capítulo 'The Spirit of Prayer', temos este impressionante trecho:
'Oh, quem nos dera uma igreja que orasse! Certa feita, conheci um ministro que teve um reavivamento por catorze anos
seguidos. Não sabia como explicar a razão disso, até que presenciei um de seus membros se levantar numa reunião de oração e
fazer uma confissão, 'irmãos', disse ele. 'Há muito que tenho o hábito de orar todos os sábados à noite até depois da meia-noite, pela
descida do Espírito Santo entre nós. E agora, irmãos' — e ele começou a chorar — 'confesso que tenho negligenciado isso por duas
ou três semanas...'. Aquele ministro tinha uma igreja dedicada a oração" (Finney, Lectures on Revivais, pp.99,100). (BRANDT, R.
L.; BICKET, Z. J. Teologia Bíblica da Oração. 4.ed. RJ: CPAD, 2007, pp.459-61).
"Contudo, Finney também acreditava na reforma social, em que indivíduos convertidos fariam uma grande diferença na cultura
como um todo. Quando as pessoas vêm para Cristo não podem simplesmente aquecer-se em sua salvação recém-encontrada. Elas
precisam investir sua energia na transformação da cultura, fazendo cessar as coisas que violam os princípios bíblicos. Foi
exatamente neste ponto que a segunda carreira de Finney teve uma influência impressionante. Ele envolveu-se fortemente nos
movimentos antiescravagista, de direitos da mulher e de abstinência (de alcoolismo). Donald Dayton escreve:
O próprio Finney fez conversões fundamentais e nunca quis substituir o avivamento pela reforma, mas ele fez as reformas com
um 'complemento' ao avivamento. Por exemplo, ao discutir a questão do escravagismo, o evangelista desejava fazer da 'abolição
um complemento, exatamente como, em Rochester, fez a abstinência um complemento ao avivamento'. Com esta conexão, Finney
preservou a centralidade dos avivamentos, ao mesmo tempo em que promovia as reformas e impelia seus convertidos a
assumirem novas posições sobre questões sociais".
(GARLOW, J. L. Deus e seu Povo. A História da igreja como Reino de Deus. 1.ed. RJ: CPAD, 2007, pp.212-13).

Subsídio Bibliológico

Título: O Poder e o Ministério da Oração

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

A oração no livro de Atos e no ministério de Paulo
"Atos. Se Lucas é o evangelho da oração, o livro que o acompanha, Atos mostra a Igreja Primitiva como uma comunidade de
oração. Os discípulos oram enquanto esperam pelo Espírito Santo (Lc 24.53; At 1.14) e depois de sua vinda as principais práticas da
jovem igreja podem ser resumidas entre 'ensinar', 'dividir os bens', 'distribuir o pão' e 'orar' (2.42-45). Lucas descreve essa vida
inicial de oração como perseverante e dotada de uma concordância (por exemplo, 1.14; 2.42,46). Como no Evangelho de Lucas, a
oração acompanha as crises de decisão (At 1.24), de libertação (4.24ss.; 12.5; 16.25) ou de confiança (7.60). Ela também está
permanentemente associada à prática da imposição de mãos, e à vinda do Espírito Santo sobre indivíduos ou grupos (6.6; 8.14-17).
Paulo. A contribuição paulina à teologia da oração do NT é a sua grande ênfase na ação de graças. O fato de todas as suas
epístolas, exceto Gálatas e Tito, terem uma expressão de ação de graças ou bênção de Deus logo de início, ou pouco depois da
saudação, não pode ser explicada apenas como uma mera forma epistolar, pois está enraizada na teologia paulina. Paulo acreditava
que toda oração deve incluir ação de graças (Fp 4.6; Cl 4.2), pois as ações de graças (eucharistia) faziam com que a glória
ascendesse a Deus pela graça (charis) que havia descido sobre nós em Jesus Cristo (cf. 2 Co 1.11).
O ensino geral de Paulo sobre a oração foi muito bem resumido em 1 Timóteo 2.1-9".
(Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2009, p.1421)

O Poder e o Ministério da Oração

O relacionamento do cristão com Deus
Comentarista: Helena Araújo

TEXTO ÁUREO
"Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar" (1 Ts 5.16,17).

VERDADE PRÁTICA
A oração em o Novo Testamento tem como padrão a fé, a intensidade e a perseverança.

INTERAÇÃO
Caro professor, o livro de Atos registra as ações inspiradas de um grupo especial de crentes. Nele estão incluídos os atos da
Igreja, levantada no Pentecostes, por meio do Espírito Santo. As orações da Igreja Primitiva foram cruciais para os eventos
sobrenaturais que marcaram os primeiros dias desse novo movimento do Espírito. Em diferentes épocas da Igreja surge a
necessidade do estabelecimento de movimentos profundamente espirituais. Foi assim na Igreja Primitiva, na igreja medieval, e
é assim na igreja contemporânea. Precisamos olhar para o passado a fim de corrigir o presente e aperfeiçoar o futuro.

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OBJETIVOS

Conhecer a respeito da oração no início da igreja cristã.
Compreender os princípios da oração congregacional.
Conscientizar se de que uma vida de oração resulta em ação onde vivemos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, na lição de hoje analisaremos a oração num período histórico da Igreja. O objetivo é fazer uma exposição, ainda que
resumida, entre os períodos históricos da Igreja (Antigo, Medieval e Moderno). Reproduza o subsídio histórico eclesiológico,
presente na seção Auxílio Bibliográfico II, e distribua cópias para os alunos. A partir do exemplo de Charles G. Finney,
explique que ao longo da história da igreja cristã houve momentos em que surgiram movimentos de despertamento para mudar as
suas ações. O exemplo da comunidade cristã primitiva influenciou Charles Finney a não se conformar com a mornidão espiritual da
vida eclesiástica. Ele influenciou profundamente a sociedade de seu tempo a partir da sua vida de oração. Mostre aos alunos que os
exemplos do passado forjam a esperança para o futuro. Boa Aula!


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Novo Testamento: Nome dado à segunda pane da Bíblia que compreende 27 documentos escritos por testemunhas oculares
de Cristo ou pelos seus contemporâneos através de inspiração divina.
Estudar a respeito da oração em o Novo Testamento é conhecer o princípio de uma nova fase no relacionamento de Deus com o
homem. Uma fase iniciada na cruz de Cristo e consolidada com a descida do Espírito Santo sobre a igreja. Através da mediação de
Jesus, o homem tem acesso direto a Deus, em qualquer lugar. Mais do que acesso; o crente em Jesus torna-se habitação do Santo
Espírito.

I. A ORAÇÃO NO INÍCIO DA IGREJA
1. Jesus volta ao céu. Antes de ascender aos céus, Jesus reuniu-se com os seus discípulos no monte das Oliveiras. Jesus deu
as últimas orientações e ordenou-lhes que "não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse
ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois
destes dias" (At 1.4,12-14; 2.1-3). Deus também tem um trabalho glorioso para realizarmos, porém, não podemos fazer a obra dEle
de qualquer maneira; precisamos do poder do Espírito Santo. Necessitamos do revestimento de poder do alto (Lc 24.49).
2. A primeira reunião de oração. Após a ascensão de Jesus, os discípulos se reuniram no cenáculo m oração (At 1.13,14).
Podemos dizer que esta foi a primeira reunião de oração da igreja. Os discípulos aguardaram, em oração, a promessa de Jesus até
que do alto todos foram revestidos de poder; ninguém foi excluído. Aprendemos com isso que as bênçãos de Deus, assim como a
oração, são para todos. O resultado deste derramamento do Espírito Santo, que era aguardado com oração, foi a conversão de
várias pessoas, a multiplicação dos milagres, a unidade da igreja e a comunhão entre os irmãos (At 2.40-43).
3. Oração ante a perseguição. Os discípulos diariamente se reuniam no Templo, e muitas pessoas criam em Cristo a cada
dia. Não demorou para que a perseguição surgisse. Pedro e João foram presos, e as autoridades determinaram que não mais
pregassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Porém, os cristãos não se abateram, "unânimes levantaram a voz a Deus" (At
4.24). Por conseguinte, "todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. [...] E os apóstolos
davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça" (At 4.31,33).

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A oração na Igreja Primitiva era diária; nem mesmo a perseguição impediu os crentes de orar.

II. PRINCÍPIOS DA ORAÇÃO CONGREGACIONAL
1. O crescimento da obra de Deus. É imprescindível que o crente ore neste sentido. O próprio Jesus incentivou seus
discípulos a ver a dimensão do trabalho a ser feito e a orar pela propagação do evangelho (Lc 10.2). Quando Jesus convocou seus
discípulos, os chamou para "pescar" (Mt 4.19; Mc 1.17). O trabalho primordial da igreja foi resumido nas seguintes palavras do
Mestre: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a
guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.
Amém!" (Mt 28.19,20).
2. Outras necessidades. A oração em favor da igreja local e universal não pode permanecer focada exclusivamente no seu
crescimento quantitativo, pois existem outras necessidades pelas quais precisamos interceder, por exemplo: orar pelos enfermos,
desempregados, pelos que estão presos, etc. Muitas são as necessidades da igreja, e todas elas devem ser apresentadas a Deus por
intermédio da oração.
3. A oração dos líderes. A Igreja do Senhor, por meio de seus dirigentes, sempre se dedicou à oração. Todo crente se sente
confortado e confiante, tendo a certeza das orações intercessórias de seus dirigentes, inclusive nas reuniões congregacionais,
dedicadas à oração. Paulo recomendou ao pastor Timóteo: "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações,
intercessões e ações de graças por todos os homens" (1 Tm 2.1).
No livro de Atos, encontramos vários outros exemplos de líderes que oravam: Pedro e João (At 3.1; 8.14-17); os Doze (At
6.2,4); Pedro (At 9.40; 10.9-11); Paulo e Barnabé (At 14.23); Paulo e Silas (At 16.16,25); Paulo (At 20.36; 21.5; 22.17).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Os princípios da oração congregacional passam pelo crescimento da igreja, apresentação de necessidades específicas e a
dedicação integral à vida de oração de seus líderes.

III. O APÓSTOLO PAULO E A ORAÇÃO
1. As revelações do Senhor. Paulo foi o apóstolo que mais recebeu revelações acerca das doutrinas cristãs. Isso com certeza
se deve ao fato de que ele orava. Seu amor, dedicação e zelo pela obra de Deus são incontestáveis e admiráveis. O desprendimento
desse incansável homem de Deus pela evangelização resultou no acelerado crescimento da Igreja Primitiva. Paulo é um exemplo de
como Deus pode transformar o caráter daquele que se entrega a Ele sem reservas (Cl 1.14; Fp 3.4-7).
2. O zelo de Paulo pela ordem na igreja. Paulo deixara Tito na igreja em Creta para que cuidasse das questões éticas e administrativas da comunidade. A situação era tão grave que o apóstolo precisou escrever uma carta àquele jovem pastor, expondo
a urgente necessidade de se manter a ordem na igreja. Se os conselhos de Paulo a Tito fossem observados por todas as igrejas, não
haveria tantos problemas na condução do rebanho do Senhor.
Paulo nos apresenta uma relação de qualidades indispensáveis aos obreiros da Igreja de Cristo: "Irrepreensível, marido de uma
mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes [...], irrepreensível como
despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante, retendo firme a fiel palavra, que é conforme a
doutrina" (Tt 1.5-9).
Tais obreiros são disciplinados e, portanto, procuram estar sempre em constante oração.
3. Paulo e a oração. Paulo era um líder que estava em contínua e constante oração, dia e noite (1 Ts 3.10). Ele exortou os
crentes de Tessalônica a "orar sem cessar" (1 Ts 5.17). Paulo gostava de estar com os irmãos em oração: Ele orou com as irmãs (At
16.13); com os anciãos (At 20.36) e com um grupo de discípulos em Tiro (At 21.5). Não temos dúvidas de que Paulo foi um grande
intercessor! Todavia, ele não somente orava, mas também rogava que outros irmãos orassem por ele. Repetidas vezes ele rogava
as orações: "Ajudando-nos também vós, com orações, por nós..." (2 Co 1.11); "Orando também juntamente por nós..." (Cl 4.3).

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Paulo era um líder que cultivava a prática da oração. Por meio da oração ele obteve revelações do Senhor e desenvolveu
um piedoso zelo pela ordem na igreja.

CONCLUSÃO
A igreja nasceu e cresceu mediante a oração. Aos pés do Senhor, encontrou direção e disposição para o trabalho, bem como
forças para não sucumbir diante das dificuldades e problemas que surgem no caminho, inclusive oposição e perseguições. As
circunstâncias, pelas quais a igreja passa, podem mudar de diferentes maneiras ao longo do tempo, mas a necessidade de buscar a
Deus em oração permanecerá até a volta do Senhor Jesus.

VOCABULÁRIO
Dimensão: extensão mensurável que determina a porção de espaço ocupada por um corpo; tamanho, proporção.
Imprescindível: que não pode prescindir; indispensável.

O que é oração para você?

Introdução


O modo comum das pessoas pensarem em oração é o mesmo com o qual elas pensam em "concentração mental". Comumente se pensa que a força da oração é do tamanho do esforço mental feito pela pessoa que ora. Desse modo, crê-se que os ouvidos de Deus são abalados pelas emissões de nossas energias de grito mental, e, freqüentemente, gritos mesmo... Também pensa-se que somos nós quem damos o tema da oração para Deus. Espiritualmente, entretanto, o processo é justamente o inverso.


Não é Deus quem pára para me ouvir. Eu é que devo ficar em oração até ouvir Deus.
Todos nós sabemos há muito que a oração não muda a Deus; muda, sim, aquele que ora.

Oração é um contínuo processo de pensar não de si-para-si, mas em Deus; não digo "em Deus" como se Deus fosse o "objeto" da nossa concentração mental; como se faz com "um deus" que tem que ser alcançado... que está longe... e, portanto, é um outro objeto... ainda que eu o chame de "Deus". Não! Assim como a Verdade, a oração não é um trabalho mental, nem é objeto de uma teologia, nem de uma doutrina; muito menos é sonho e mágica.

Oração é um pensar-ouvir-ser em Deus. Oração é um ato, não é uma mecânica. O ato de orar é como o ato de viver. Os temas da oração são sempre os temas do ser; daí, haver sempre oração, mesmo quando estou em silencio. O Pai vê em secreto! Orar é conexão, é relação, é vinculo, é segredo! É como passar um e-mail para um amigo, mas só se poder ter a certeza de que a notícia vai chegar se a conexão acontecer—e a gente só sabe que a notícia chegou porque há resposta; sendo que o "provedor de acesso" é amor, sinceridade, flagrante, e nudez.
Quem ora deve saber que trata-se de uma relação que não aceita brincadeira de esconde-esconde. Aquele que ora aceita ficar nu até onde lhe seja possível enxergar-se por inteiro. Sem nudez não há oração!
Oração é também gratidão. E a gratidão da oração não é pelas coisas recebidas, e nem pelas conquistas; pois, se assim fosse, eu só poderia agradecer umas poucas vezes na vida. Não! Oração é gratidão por Deus! É essa gratidão em Deus e por Deus é aquilo que Paulo diz que santifica todas as coisas! A gratidão é a oração que limpa os olhos; e não somente eles, mas limpa o nosso olhar do mundo. Assim, todas as coisas ficam puras pelas ações de graças.
E quando alguém ora, não deve nunca duvidar.


  • Mesmo quando as respostas parecem ter sido enviadas pelo próprio diabo, visto quem nem sempre Deus responde o que queremos;
  • ainda que sempre responda me propondo o que faz bem, mesmo quando dói.


Quem ora, nunca não está orando. Cada respiração, topada, cabeçada, cafuné, beijo, abraço, compreensão, susto, morte, nascimento, estação do ano, brisa, chuva, tempestade, calor, frio, roupa, banho, toalha, coalhada, rapadura, saputi, gol, copa do mundo, mergulho em água fria, visão do mar, surpresa do por de sol, gozo, amizade, tristeza, obstáculo, perseguição, simpatias, questões, medos, certezas... sim, tudo passa a ser oração. Ora, quando Paulo diz que todas as coisas são santificadas pelas ações de graças, ele não está nos ensinando um truque para transformarmos o errado em certo ou a injustiça em justiça. Explore ou julgue a viúva, o órfão, o pobre, o fraco, o cansado, o esmagado, o culpado, o ferido, o inocente ou quem quer que seja, e sua oração será a sua própria maldição. Se alguém pensa que pode agradecer depois da maldade, e que assim a iniqüidade se tornará em bondade, está enganando a si mesmo; e sua oração é apenas seu próprio juízo. Feliz é aquele que não se condena por aquilo que agradece. Por isto é que não é a cena das "ações de graças" o que santifica a vida, mas a gratidão; e, saiba, a gratidão sabe quando a oração é verdadeira, visto que só os sinceros são gratos.

Oração, portanto, é aquilo que sai do ser, e é o ser santificado. Esse tal assim o é em Deus; e o é com a constante consciência de que Nele sempre se está nu. Ora, num certo sentido até não orar é uma oração, visto que oração é um ato, e não orar é, certamente, um ato. Assim, há a oração que é amizade com Deus, e há a oração do nada, que é inimizade para com Deus, ou total indiferença. A oração do nada é ouvida também. E só Deus pode dizer como Ele responde a oração do nada. Oração é, sobretudo, Confissão de Graça. Confissão da Graça recebida, e confissão da Graça oferecida aos nossos devedores. Sem que seja assim, toda oração é mero discurso. Então, para o engano daquele que ora, aconselha-se que grite muito, e faça toda a concentração mental que puder. Não adiantará de nada diante de Deus, mas o "devoto" vai para casa com a dor de cabeça de quem pensa que orar é um grande esforço e que é o fruto de muitas e muitas repetições. Quem ora fala pouco em oração; isto é o que tenho aprendido faz muito tempo.
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